O futuro do trabalho
“O homem aceita o trabalho para conquistar o ócio” - Oswald Andrade
Em tempo algum, houve tanta revolução relacionada com o futuro do trabalho, ainda assim, nos é permitido observarmos que estamos em período embrionário, de uma acentuada diminuição da mão de obra não especializada.
Isto é notório nos EUA, onde o trabalho não qualificado é feito, em sua totalidade, por latinos. Já no Brasil, como de resto, em todo país subdesenvolvido, ou em desenvolvimento, o trabalhador só irá atingir melhor qualificação após os 45 anos de idade.
Acreditamos, que em razão do avanço tecnológico, assim como de uma melhor especialização, decorrente de uma educação moderna e específica, teremos em futuro próximo, uma geração mais intelectualizada, que permitirá aos nossos trabalhadores atingirem o apogeu em idade inferior a que hoje verificamos no mercado de trabalho.
Acreditamos, pois é o que nos mostra a realidade cotidiana, que quanto mais sabemos, menos trabalhamos e mais ganhamos, sendo igualmente verdadeiro o oposto do que acima afirmamos. Tudo isto, nos faz crer que o trabalho do futuro será a preparação, para um novo mercado, que levará o homem a passar a maior parte do tempo estudando do que executando.
Com a diminuição da oferta do trabalho manual, pode-se concluir que esta será valorizada, como já ocorre nos países desenvolvidos, mas no nosso caso, específico, isto só ocorrerá em período igual ou maior de vinte anos. Mesmo porque, com a demanda excessiva de trabalhos intelectualizados e considerando ainda, o avanço tecnológico, o dito trabalho manual estará condenado à eliminação ou a uma diminuição acentuada. Neste período de transformação, quem nele permanecer será valorizado.
O ócio criativo, hoje tão explorado pela mídia, terá aceitação, pois no momento em que se cresce a população intelectualizada, isto se faz evidente, razão pela qual acreditamos que o futuro da mídia é extremamente promissor.
Uma minoria da população, tem que permanecer no ócio, vez que apenas assim lhes será permitido usar todo o seu potencial criativo, para grandes invenções em favor da humanidade. Ilustrando o que acabamos de afirmar, nos permitimos lembrar de Santos Dumont, que por ter tido tempo nos deixou o avião.
Fazer mais e melhor é o futuro do trabalho, que permitirá o avanço material, que esperamos possa ser eqüitativamente distribuído, alcançando-se assim a justa distribuição do trabalho e do capital, o sonho eterno da humanidade.
Juarez Alvarenga
Escritor e jornalista
Autor