Natal e sua diversidade

A noite de Natal é uma das mais icônicas e emblemáticas do ano, apesar da incerteza quanto ao exato dia do nascimento de Jesus. Fato é que o dia 25 de dezembro foi estabelecido para se comemorar o Natal por volta do século IV, com o primeiro registro histórico sendo em 336 d.C. em Roma, durante o Império de Constantino, embora a ideia de associar Jesus ao nascimento do Sol (Sol Invictus) já existisse antes, com citações de Hipólito de Roma por volta de 204 d.C. e sendo oficializada por Papa Júlio I no século IV, aproveitando as festividades pagãs do solstício de inverno. A forma de comemorar também difere muito dependendo da cultura. Assim, o Brasil celebra com a tradicional missa do Galo (presente em toda a América Latina), ceias fartas, troca de presentes, não faltando em muitas casas o amigo secreto ou oculto (que chatice!). Na França também tem ceias fartas e troca de presentes. Na Islândia, têm 13 duendes (Yule Lads) que deixam presentes nas botas das crianças e as famílias trocam livros (país culto é outra coisa!). No Japão, é um feriado romântico com foco nos casais, celebrado   com jantares de pratos típicos e frango frito (KFC, graças à propaganda). Na Rússia, é celebrado em 7 de janeiro. Na Finlândia, a celebração inclui uma sauna (mal gosto!). Na Polônia, comemora-se saboreando carpas. Na China, consome-se maçãs. No México, além das "Posadas" que recriam a jornada de Maria e José, com procissões e piñatas, os mexicanos festejam com rituais de boa sorte (?). Na Groelândia, o cardápio inclui aves e pássaros fermentados dentro de uma foca (bizarro!). Na República Tcheca, mulheres solteiras jogam um sapato para trás; se ele cair com a ponta para a porta, elas casarão no próximo ano (será?). Na Alemanha, a tradição da árvore de Natal moderna surgiu lá e as bolas de vidro são invenção alemã. A tradição da ceia varia desde um prato comum e popular, que é a salada de batata com salsichas até a refeição tradicional mais elaborada, que geralmente inclui ganso ou pato assado. Na Noruega, escondem-se vassouras na Noite de Natal para impedir que bruxas roubem os objetos e voem (aqui as bruxas têm outro nome!). Nas Filipinas, em vez de luzes, usam lanternas coloridas (Parol) para decorar as casas. Nos EUA, a celebração é cheia de luzes, decorações e tradições como as meias penduradas na lareira, árvores decoradas e a visita ao Papai Noel, com foco na troca de presentes e refeições com peru assado, purê de batatas e torta de abóbora (nada mal). Em Portugal, valoriza-se muito o presépio e não a árvore de Natal (que é o mais certo!). Em algumas aldeias, é costume queimar um grande madeiro no adro da igreja (espaço aberto ou pátio). O prato principal da ceia é, tradicionalmente, o bacalhau cozido com couves e batatas, ou polvo, em vez do peru (delicioso!). Os doces típicos incluem aletria, rabanadas, sonhos, filhós e, claro, o bolo-rei ou bolo-rainha. Na Itália, a troca de presentes pode ocorrer na véspera ou no dia 25. As festividades só terminam em 6 de janeiro, com a chegada da Befana, uma "bruxa boa" que voa numa vassoura e deixa doces nas meias das crianças que se comportaram bem (ou carvão para as que se portaram mal). A ceia de 24 de dezembro é tipicamente à base de peixe e frutos do mar, enquanto o almoço do dia 25 varia regionalmente. Os doces mais icônicos são o panetone e o pandoro, consumidos em todo o país. Na Espanha, a montagem do presépio ("Belén") é central. Curiosamente, na Catalunha, existe a figura do "Caganer" (um boneco a defecar, símbolo de fertilidade) e do "Tió de Nadal" (um tronco que "defeca" presentes após ser batido pelas crianças). O dia 28 de dezembro é o "Dia de los Santos Inocentes", semelhante ao Dia da Mentira. Diferentemente de Portugal e Itália, os presentes de Natal não são entregues em 25 de dezembro, mas sim pelos Reis Magos na manhã do dia 6 de janeiro, após desfiles na véspera ("Cabalgata de Reyes"). A ceia de 24 de dezembro ("Nochebuena") é farta, com tapas, mariscos, cordeiro ou leitão. Os doces incluem turrón (torrão), mazapán (marzipã). Costumes de cada país à parte, fato é que nos dias de hoje a figura do Papai Noel, principalmente em nosso país, tem sido a protagonista mais importante da festa, principalmente para as crianças que depositam a esperança de ganhar presentes e realizar sonhos. Já os adultos, a preocupação é focada na mesa farta para a ceia e a confraternização em família, como manda a tradição. Não importa como cada um celebra o Natal nas mais diferentes partes do mundo – num casebre ou na mansão –, importa sim que mensagem de harmonia e paz trazida ao mundo por aquele menino da manjedoura, seja sempre uma centelha de luz e esperança no coração de cada um. Feliz Natal e venturoso 2026. (A IA do Google, foi uma das fontes de pesquisa para este artigo).

Autor

José Carlos Buch
É advogado e articulista de O Regional.