Mortal Kombat 2: a luta do cinema para vencer os games

Existem algumas certezas na indústria cinematográfica atual: sequências e filmes baseados em quadrinhos e games. Este último é o caso de Mortal Kombat 2, em cartaz nos cinemas brasileiros. Esta continuação do reboot de 2001 mostra que o cinema continua a tentar fazer tanto sucesso quanto os games que o inspiraram.

Dirigido por Simon McQuoid, que volta à franquia, o longa promete expandir o universo sangrento e fantástico baseado na famosa série de games. O novo capítulo mantém a base do elenco anterior, com a liderança de Cole Young (Lewis Tan), Contudo, o destaque é a entrada do carismático e egocêntrico Johnny Cage (Karl Urban, de The Boys), uma ausência sentida pelos fãs no primeiro filme.

O elenco principal conta ainda com Sonya Blade (Jessica McNamee), (Jax Mehcad Brooks), Raiden (Tadanobu Asano), Liu Kang (Ludi Lin ) e Chin Han como o feiticeiro Shang Tsung. Além de Joe Taslim, que retorna agora como o espectro Noob Saibot (após a morte de seu personagem, Sub-Zero, no longa anterior).

Diferente dele, que serviu como prelúdio para reunir os campeões, Mortal Kombat 2 mergulha de cabeça no torneio propriamente dito. Após a vitória inicial contra os assassinos de Shang Tsung no Plano Terreno, Cole Young e os defensores da Terra viajam para a Exoterra.

A trama foca na necessidade de recrutar novos aliados para enfrentar as forças do imperador Shao Kahn (o gigante Martyn Ford, conhecido como o “Hulk britânico”), que ameaça quebrar as regras ancestrais para fundir os reinos de vez. A tensão política entre os reinos e a introdução de figuras como a Princesa Kitana (Adeline Rudolph) e Jade (Tati Gabrielle) adicionam intriga à sucessão de confrontos.

O filme é uma continuação direta dos eventos de 2021. Enquanto o primeiro longa focou na descoberta da marca do dragão e no despertar dos poderes internos (Arcana), esta sequência foca na expansão do tema. A origem da franquia remonta aos fliperamas de 1992, quando a Midway lançou o jogo que revolucionou a indústria pela sua violência explícita e digitalização de atores reais.

Não é a primeira vez que a franquia tenta a sorte nos cinemas. Mortal Kombat (1995), de Paul W.S. Anderson, é considerado até hoje um clássico cult e uma das melhores adaptações de games daquela era. Mortal Kombat: A Aniquilação (1997), com efeitos datados e roteiro confuso, afundou a franquia até o reboot de 2021.

Mortal Kombat 2 tem fidelidade visual com os games: a produção investiu pesado em efeitos práticos para as “Fatalities”, buscando satisfazer os fãs por cenas que emulassem a finalização dos jogos.

Embora a Warner mantenha cautela, os produtores já indicaram que o roteiro foi pensado como parte de uma trilogia.

Autor

Sid Castro
É escritor e colunista de O Regional.