Investimento inadiável

A aprovação unânime, na Assembleia Legislativa de São Paulo, do reajuste salarial de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos, com efeitos já a partir de 1º de abril, é um passo fundamental na direção correta. Embora o debate em torno do valor ideal do reajuste tenha sido intenso, a sanção deste projeto reconhece uma verdade inegável: a segurança pública é o alicerce sobre o qual se constrói a paz social e o desenvolvimento econômico. A valorização policial não pode ser tratada como um favor esporádico, mas sim como um compromisso contínuo do Estado. Reajustes salariais periódicos e a garantia de aumentos reais que superem a inflação são essenciais para manter a dignidade da carreira e atrair e reter profissionais qualificados. São profissionais que, todos os dias, estão na linha de frente, realizando prisões, conduzindo operações complexas e lidando com as situações mais adversas da sociedade. Contudo, a valorização transcende a remuneração. Ela exige um arcabouço completo de proteção e qualificação. O Estado deve assegurar que esses agentes operem com o melhor equipamento, treinamento de ponta e suporte psicológico adequado para lidar com o estresse inerente à profissão. Quando um policial atua, ele não está apenas cumprindo uma ordem; está exercendo a prerrogativa coercitiva do Estado, e merece, por isso, a salvaguarda institucional. Igualmente importante é o papel do cidadão. O respeito da sociedade é o reconhecimento público do sacrifício diário desses profissionais. O debate sobre o percentual de reajuste é legítimo, mas não pode ofuscar o reconhecimento de que, sem segurança, o progresso estagna. O investimento na carreira policial, através de salários justos, proteção efetiva e aprimoramento técnico, é um aporte direto na tranquilidade. É um ciclo virtuoso: Estado que cuida de quem protege, gera uma sociedade mais segura e, consequentemente, mais justa.

Autor

Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.