Ignorando a morte, abraçando a vida
Eu não penso na morte. Sei que ela é certa — mas não manda em mim. Continuo vivendo, fazendo planos, olhando para frente. A morte pode ser inevitável, mas não dita o rumo da minha vida.
E, no fundo, ela nem é o que mais assusta. O que realmente pesa são as batalhas do dia a dia: o medo que aperta, a ansiedade que sufoca, os momentos que derrubam a autoestima e quase paralisam. Às vezes, até a vontade de viver vacila. Mas, ainda assim, sigo mostrando a mim mesmo do que sou capaz.
Sigo porque carrego comigo uma verdade simples, que aprendi cedo, da voz da minha mãe: “Não chore, meu filho, dias melhores virão.”
E vieram. Mais de uma vez. Quando tudo parecia perdido, eles vieram.
É por isso que eu continuo. Não por ausência de medo, mas por escolha. Escolho viver. Escolho acreditar. Escolho seguir em frente.
A morte pode esperar. Eu ainda estou ocupado vivendo.
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