Honrando nossas heroínas do basquete

A convocação de Mirlei Dotto e Celinha para a Seleção Brasileira Master que disputará o XIII Campeonato Pan-Americano de Maxibasquetebol em El Salvador é motivo de orgulho para Catanduva. Aos 61 anos, elas reafirmam que a paixão e o talento não têm prazo de validade. Essa celebração, contudo, traz consigo uma reflexão mais profunda: estamos valorizando nossa própria história? Mirlei e Celinha não são atletas quaisquer. Elas fizeram parte de uma era de ouro do esporte local, pois integraram a lendária equipe do extinto Clube Recreativo Higienópolis (CRH), elenco que conquistou títulos estaduais e brasileiros, colocando Catanduva no mapa do basquete nacional na década de 1980 – e revelando nomes como o de Hortênsia Marcari, que viria a ser considerada a “Rainha do Basquete” e maior lenda do basquete feminino brasileiro. Essa trajetória épica é parte do nosso patrimônio cultural e esportivo. Infelizmente, muitas vezes, o reconhecimento chega tardiamente ou é ofuscado pela urgência do presente. A cidade e suas instituições precisam olhar para trás com reverência. Essas atletas, que carregaram o nome de Catanduva com glória décadas atrás, hoje buscam apoio para representar o Brasil em uma competição internacional na categoria 60+. Elas merecem todo o suporte para que continuem brilhando em quadra. Valorizar nossos personagens históricos, sejam eles artistas, engenheiros, médicos, jornalistas ou atletas, é garantir que as novas gerações compreendam o legado sobre o qual estão construindo seu futuro. Que a Prefeitura de Catanduva e a comunidade se unam para apoiar essas atletas, garantindo que o brilho do CRH dos anos 80 possa inspirar as meninas do Novo Basquete Catanduva (NBC). O esporte é um dos melhores investimentos que uma cidade pode fazer e essas campeãs merecem ser celebradas em vida e em cada nova jornada.

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Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.