Ginásio Estadual José D’Oliveira Barreto

Em 1967, o Ginásio Estadual Nicola Mastrocola já estava com sua capacidade para receber alunos esgotada. Tanto assim, que foi solicitada, pela direção daquela escola, a instalação de uma extensão, funcionando em outro local. Tal pedido foi aceito pelas autoridades competentes e dessa forma nascia o Ginásio Estadual José D’Oliveira Barreto.  

Entretanto, seu primeiro nome foi o de Extensão do G. E. Nicola Mastrocola e teve seu início de ano letivo em 11 de março de 1968, num prédio cedido pela Prefeitura Municipal de Catanduva, que se localizava na Rua Pará, Nº 13. 

Somente foi desmembrado e, a partir daí, se transformando em uma escola autônoma, através do Decreto Estadual Nº 50.537, de 11 de outubro de 1968, que criava o Ginásio Estadual de Catanduva, no bairro São Francisco, mas que continuou funcionando no mesmo prédio da Rua Pará, que, inclusive, já tinha servido como abrigo para o primeiro grupo escolar de Catanduva, bem como para a prefeitura municipal. 

Sua denominação está relacionada à memória de um educador que deixou seu nome ligado ao ensino de Catanduva e foi designado como patrono da referida escola através do Decreto Estadual Nº 51.373, de 07 de fevereiro de 1969.  

GEJOB 

Desde a instalação do GEJOB, até 16 de abril de 1973, alunos e professores passaram por uma série de dificuldades, pois o prédio não oferecia as mínimas condições para o desempenho das atividades pedagógicas. As salas eram pequenas, mal arejadas, com número inadequado de janelas, com janelas faltando vidros, com deficiência de iluminação no período noturno para no diurno a luz incidir diretamente nas lousas.

Cantina, biblioteca, sala de arte, sala dos professores, diretoria e secretaria a cada ano funcionavam em lugares diferentes, pois novas adaptações eram feitas, separando-se uma sala da outra com tábuas de forro e sem ter portas.  

O pátio era descoberto e mais baixo que o nível da rua então, no tempo das chuvas, ficava todo alagado.  

Durante a administração João Righini, direção e professores do GEJOB foram até prefeito entregando-lhe um ofício e pedindo-lhe a construção de um prédio novo, chegando até mesmo a lhe sugerir que o mesmo fosse erguido no mesmo local, só que aproveitando o terreno da oficina da prefeitura e com a frente voltada para a rua Amazonas. Naquele momento, o João Righini ficou de estudar o assunto, mas garantiu que não poderia ser naquele local e sim que seria construído no Bairro São Francisco, chegando até indicar vários locais.  

Construção  

E realmente o senhor prefeito interessou-se pela construção do prédio, encaminhando pedido aos órgãos competentes, para na data de 14 de outubro de 1971, receber do governador do Estado de São Paulo um telegrama que trazia os seguintes termos: “Comunico VSa. autorizei nesta data, FECE construção prédio Gin. Prof. José D’Oliveira Barreto, essa localidade, valor setecentos cincoenta mil cruzeiros pt ats – Laudo Natel – Governador S. Paulo”. 

Logo foi iniciada a construção, que teve o ser orçamento refeito, passando para quase o dobro, cabendo a uma firma de Araraquara a execução dos serviços. 

Dessa maneira, em 16 de abril de 1973 o GEJOB ganhou casa nova. Tudo era diferente, muito espaçoso, bonito e funcional. Cada coisa ficava em seu respectivo lugar e os alunos sentiam-se a vontade para estudar e praticar esportes.  

O prédio contava com 2 pavimentos, 11 salas de aula, 2 salas ambientes, 1 diretoria, 1 secretaria, 1 portaria, 1 biblioteca, 1 sala para artes masculinas e 1 para artes femininas, 1 sala para o centro cívico, 1 cantina e 1 quadra de esportes. Ainda contava com sala para dentista, médico e orientação educacional, só que todas sem funcionamento na época. 

Ações  

O GEJOB teve como seu primeiro diretor o professor Wilson Tarsitano, designado para responder pela Direção da Extensão. 

Desde que foi fundado, o GEJOB procurou participar de todas as comemorações cívicas e desfiles que se realizavam na cidade de Catanduva, bem como faziam uma série de comemorações internas, como o Carnaval e o Dia do Folclore. 

Possuía uma APM ativa, onde através de bazares e gincanas conseguiram muitas coisas para a escola, além de uma biblioteca com mais ou menos 1500 volumes. 

Também possuía um jornalzinho chamado de “A COLA”, que era elaborado com participação de alunos e professores. 

 

Fonte de Pesquisa: 

 - Revista Feiticeira, Ano IX, Volume XXXVII, de junho de 1973. 

 - Material pesquisado no Acervo do Centro Cultural e Histórico Padre Albino 

 

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Foto do professor João Vitussi Filho, secretário do Nicola, onde também foi Diretor Substituto no período de 1967 e 1976. Foto tirada em 1964