Garra para se superar

A difícil tarefa de superação não vem de milagres externos ou pela sorte. Mas, de acreditar em si e de juntar as forças necessárias para continuar no trilho da provação. Quando a pessoa está resoluta em sua vitória, como diria o filósofo Nietzsche, "de aguentar quase todo como"; então, a conquista é apenas uma questão de dedicação e tempo.

Neste sentido, não é possível esmorecer e baixar a guarda. É essencial que se acredite tanto nas forças, recursos e condições pessoais, quanto na esperança de que os resultados chegarão.

Assim, conta a história que Júlio César, general romano, mandou atear fogo em seus navios ao desembarcar na Inglaterra para que não houvesse outra alternativa senão a vitória. Os soldados romanos não mais podiam recuar. A superação era questão de sobrevivência.

Acreditar em si, em seu potencial e realizações faz parte do aprimoramento e domínio do ser. Todavia, não é possível alcançar as vitórias maiores sem os tropeços iniciais. É fundamental então perceber que todo erro pode se transformar em aprendizagens, em ganhos de experiência. O essencial é olhar e refletir do ponto de vista certo.

Ao invés da depreciação da confiança ou da corrosão da fé pessoal, o desenvolvimento de alguém que confia e acredita em si até mesmo nas piores tempestades. "Se mar calmo não faz bom marujo", como no dito popular, então, é por meio dos avanços em tempos difíceis que se vencem as sombras e imperfeições pessoais maiores. Portanto, tenhamos fé, para que nada seja impossível (Mt 17,14-20).

 

Paulo Hayashi Jr.

Doutor em Administração, professor e pesquisador da Unicamp

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Artigos de colaboradores e leitores de O Regional.