Game of Thrones: O Cavaleiro dos Sete Reinos

O universo de Westeros, o reino de fantasia inspirado na Idade Média, mas com dragões e feiticeiros, criado pelo escritor George R. R. Martin, continua se expandindo, com a estreia semana passada, de O Cavaleiro dos Sete Reinos.

Tudo teve início a partir dos 5 volumosos livros originais, dos 7 previstos pelo escritor: Game of Thrones (ou Guerra dos Tronos), um enorme sucesso em 8 temporadas, de 2011 a 2016. A Casa do Dragão veio em seguida, ainda na segunda temporada. Para desespero de seus fãs, Martin, que não está mais jovem, ainda falta completar a saga com os dois livros que faltam – isso há anos, o que obrigou os roteiristas de “GoT” a forjarem seu próprio e polêmico final, que o escritor não pretende repetir nos livros.

Diferente de suas antecessoras, O Cavaleiro dos Sete Reinos traz um tom mais íntimo e até com humor, focado na jornada pessoal de dois personagens improváveis em um período de relativa paz. A trama acompanha as aventuras de Drunk, ou Sor Duncan, o Alto (Peter Claffey), um jovem e ingênuo cavaleiro errante de origem humilde, e seu pequeno e astuto escudeiro, Egg (Dexter Sol Ansell), apelido que significa “ovo”, uma vez que o garoto é calvo, por um motivo misterioso. Juntos, eles viajam por Westeros, o fictício continente com 7 reinos daquele mundo alternativo criado por Maritn, participando de torneios e enfrentando dilemas morais em uma época onde a honra é um ideal difícil de manter.

Diferente do jogo político de alto escalão, dominante nas outras duas séries, esta foca no "povo comum" e nos cavaleiros pobres que não servem a grandes senhores, explorando as injustiças sociais e a vida nas estradas do reino. Um realismo tão cru, que chamou a atenção, na estreia, a “cena do cocô”, interpretada pelo herói, que chegou a incomodar o escritor pelo seu realismo escatológico. 

O Cavaleiro dos Sete Reinos serve como uma ponte cronológica e temática entre as outras duas séries: de fato, a história se passa cerca de 70 a 80 anos após os eventos de Casa do Dragão e aproximadamente 90 a 100 anos antes do início de Game of Thrones. Neste período, a dinastia Targaryen ainda governa o Trono de Ferro com mão firme, mas os dragões já estão extintos. Isso muda a dinâmica de poder, tornando as alianças políticas e a habilidade individual em combates muito mais relevantes.

Autor

Sid Castro
É escritor e colunista de O Regional.