Frágil atenção à saúde mental

O caso do jovem Gerson de Melo Machado, de 19 anos, que faleceu após entrar no recinto da leoa Leona no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) em João Pessoa, é um evento trágico que levanta várias questões importantes. Gerson, conhecido como "Vaqueirinho de Mangabeira", tinha um histórico complexo, incluindo 16 ocorrências policiais (dez quando menor de idade) e um diagnóstico tardio de esquizofrenia. Ele havia sido liberado de custódia dias antes e escapado de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Para acessar a leoa, o jovem escalou um muro de 6 metros e transpassou as grades, chegando ao recinto. O Parque Zoobotânico afirmou que as instalações de segurança do recinto da leoa excediam os padrões exigidos pelo IbamaApós os fatos, a leoa, Leona, que nasceu no zoológico e tem 18 anos, foi devolvida ao seu espaço sem necessidade de sedativos e não será sacrificada. O incidente expõe a grave necessidade de atenção à saúde mental e o acompanhamento de indivíduos em situação de vulnerabilidade psiquiátrica, especialmente aqueles que já demonstram comportamento de risco, como o histórico policial e as menções anteriores sobre querer "domar leões" e invasões de pistas de aeroporto. É um lembrete doloroso de como a falha no suporte social e psiquiátrico pode levar a desfechos fatais, mesmo em ambientes que possuem protocolos de segurança física estabelecidos. Infelizmente, o caso deixa várias questões sem respostas e pontos de indignação que ficarão para sempre, mostrando que a rede de proteção precisa ser mais robusta e integrada. 

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Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.