Fiscalizar não é crime: é dever

O caminho da paz, do diálogo e do respeito às instituições parece ter desaparecido no Brasil.

Ontem, no plenário da Câmara, o secretário de Saúde protagonizou um ato autoritário ao pedir a cassação do vereador David Roger sem qualquer fundamento legal, apenas porque o vereador cumpre seu dever de fiscalizar a grave situação da saúde municipal — denúncia já feita também pelo vereador e médico Sinval Malheiros

De forma seletiva e injusta, o secretário atacou apenas David Roger e ignorou as mesmas críticas feitas por Sinval. O pedido foi rejeitado pelos vereadores, mas o ato ditatorial não pode ser esquecido.

E ficam as perguntas que não querem calar:

1.Por que não respondeu às denúncias do vereador David Roger?

2. Por que não pediu a cassação do vereador Sinval?

Diante da tentativa de interferir no Poder Legislativo, o plenário deveria pedir sua exoneração, em defesa do Estado Democrático de Direito — entendimento já reforçado pelo STF na decisão no caso do “batom na estátua”.

Autor

Nilton Cândido
Advogado, ex-vereador e articulista de O Regional