Extremismos

A ascensão do ódio e a extrema polarização política tem revelado uma faceta humana que parecia estar adormecida, ou então, escondida sob o preceito do bom menino, entretanto, Brasil e o mundo tem vislumbrando uma virulência enorme com personificação do extremismo e na materialização da crueza humana. 

Alguns podem parecer céticos, em especial aqueles que se sentem validados em sua conduta com as figuras expoentes no poder, mas vamos lá: Estados Unidos e Reino Unido apresentam um aumento de 20% no discurso de ódio, no Brasil, também temos um aumento exponencial exatamente neste ponto.

Apologia ao nazismo, 60% e outros crimes relacionados à prática de discurso de ódio também tiveram crescimento de 2018 até o presente momento. Notemos que quanto mais polarizados estamos, mais estamos validados nas figuras que elegemos como ápice de conduta e mais agimos de acordo com o discurso de quem idealizamos.  

Temos de refletir sobre aquilo que idolatramos e como as falas e discursos afetam a todos. Talvez valha a pena uma pequena observação, temos um seriado chamado The Boys, no episódio final, vimos que a ascensão do ódio crescente foi validada pelos manifestantes mesmo após presenciarem um assassinato, vimos a mesma truculência no Capitólio e talvez, espero que não, tenhamos confrontos por causa destes extremismos idiotizados. 

Indiferente a quem você tenha como representante perfeito, a evolução humana lhe concedeu algo que deve ser usado constantemente para refletir acerca de falas, condutas e ações, que é a razão.

A partir do momento que você está apenas agindo a mando deste ou daquele, no máximo, em uma cadeia evolutiva, torna-se um animal adestrado que segue comandos. Não sejamos irracionais, muito menos bestificados por um extremismo virulento que se alarga ao horizonte. Aristóteles já nos dizia sobre a prudência, pois então, que façamos uso para que haja de fato a justa medida nas ações que imperam no Brasil.

Autor

Eduardo Benetti
Professor Recreacionista em Catanduva