Devoradores de Estrelas: ficção científica com humor e drama

Com um orçamento de mais de 200 milhões de dólares, Devoradores de Estrelas é a grande produção de Hollywood neste começo de ano. É uma adaptação do romance de Andy Weir, conhecido por obras que misturam ciência rigorosa e narrativas envolventes, todos publicados no Brasil. O autor despontou com Perdido em Marte, que igualmente se tornou filme de sucesso. Artemis, seu segundo romance, focava na primeira cidade da Lua que, curiosamente, tinha uma ”máfia brasileira”. O novo filme está nos cnemas de todo o Brasil, e logo deve chegar ao Prime Video, da Amazon. 

A trama de Devoradores de Estrelas (no original, Project Hail Mary), acompanha Ryland Grace (Ryan Gosling), um professor de ciências que desperta sozinho e sem memória em uma nave espacial. Aos poucos, descobre que é a última esperança da Terra em uma missão desesperada: salvar o Sol de um fenômeno misterioso que está apagando sua energia e a de algumas outras estrelas. Conforme suas lembranças retornam, em flashbacks, ele precisa usar todo seu conhecimento científico para cumprir a missão que determinará o destino da humanidade e de outros mundos, estabelecendo uma amizade “além das estrelas” com um bizarro alien.

O longa é dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, dupla conhecida por comédias e animações como Anjos da Lei, Está Chovendo Hamburgers e Aranhaverso, Os diretores tentam mesclar essa sua vertente de humor com algo mais dramático e ambicioso.  

O elenco também conta com Sandra Hüller em um papel-chave ligado à missão científica na Terra, além de outros nomes da equipe internacional envolvida na tentativa de salvar a humanidade ameaçado pelo congelamento humanidade, com a morte certa do Sol. Os cientistas descobrem que seu lento apagar se deve a um “vírus” alienígena, que se alimenta de estrelas. Observando outros sóis com o mesmo destino, descobrem que uma delas parece ter, por algum motivo, detido a contaminação. Desesperados, enviam Grace na nave Hail Mary (algo com Ave Maria), mas uma série de eventos o levam a perder a memória e ele encontra outra nave alienígena com a mesma missão. Seu único sobrevivente é uma espécie de “rocha” viva alienígena, motivo pelo qual o apelida “Rocky” – e que se comunica por notas musicais. Utilizando a ciência, ambos aprendem a se conhecer, apesar da mútua estranheza, enquanto lutam contra o tempo e encontrar uma solução para salvar os sóis de seus mundos. Mesmo sem um rosto reconhecível e mais parecida com uma pedra com pernas, Rocky conquista o espectador. 

Devoradores de Estrela aposta em efeitos visuais grandiosos para retratar fenômenos cósmicos e estranhas formas de vida alienígena, incluindo os “devoradores de estrelas” que dão nome à versão em português.

Autor

Sid Castro
É escritor e colunista de O Regional.