Conselho bem atuante

A atuação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, conforme exemplificado pelas recentes reuniões em Catanduva, ilustra perfeitamente a importância dos Conselhos Municipais como instrumentos centrais da democracia participativa. Esses órgãos, ao integrarem representantes da sociedade civil com gestores públicos, funcionam como um canal direto e qualificado entre as necessidades da comunidade e a formulação de políticas públicas. A participação popular ativa é o motor que impede que as políticas sejam criadas em um vácuo administrativo. Ao convidar entidades como o Sincomercio, Sincomerciários e a ACE para discutir emprego e atendimento, o conselho garante que as soluções para a inserção econômica dos idosos sejam alinhadas com a realidade do mercado local. Da mesma forma, a presença do secretário de Mobilidade Urbana para debater transporte gratuito e vagas de estacionamento transforma queixas pontuais em discussões estratégicas sobre mobilidade urbana inclusiva. Essa abordagem multifacetada é essencial, pois os conselhos conseguem destrinchar questões complexas sob diferentes prismas. Eles traduzem os anseios da comunidade — como o desejo por dignidade no deslocamento diário — em pautas concretas que podem ser incorporadas ao planejamento municipal. Quando o cidadão se sente ouvido e vê seus representantes atuando diretamente com o poder executivo, a confiança nas instituições se fortalece. Em suma, conselhos atuantes como este são essenciais para garantir que as políticas públicas não sejam apenas tecnicamente corretas, mas fundamentalmente humanas e aderentes à realidade local. Eles são a ponte que garante que a voz dos grupos minoritários ou específicos, como a população idosa, seja não apenas ouvida, mas efetivamente transformada em legislação e ação prática, promovendo um desenvolvimento municipal mais justo e equitativo para todos.

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Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.