Basta de vidas perdidas
Os dados recentes de Catanduva, que apontam aumento no número de mortes no trânsito em janeiro de 2026, mesmo com a redução no total de sinistros, servem como um chamado urgente à ação. A segurança viária não é uma meta alcançável por um único setor, ela exige uma aliança tripartite e contínua entre o poder público, a sociedade organizada e cada condutor individual. É responsabilidade primária do poder público, como a prefeitura e o Detran-SP, investir em infraestrutura segura - melhor sinalização, manutenção de vias e fiscalização ostensiva e inteligente. A análise dos dados, como os do Infosiga-SP, deve guiar políticas públicas focadas nas causas reais dos acidentes fatais, seja aprimorando a iluminação, seja intensificando a presença policial em pontos críticos ou instalando redutores de velocidade de forma criteriosa. A criação de leis e a aplicação rigorosa das existentes são o alicerce da segurança. Além disso, associações, ONGs e grupos comunitários têm o papel de amplificar a conscientização. Eles podem promover campanhas educativas, pressionar por melhorias na infraestrutura e criar uma cultura de responsabilidade mútua. A sociedade organizada funciona como um elo de fiscalização social e mobilização popular em torno da causa da segurança no trânsito. Apesar de tudo isso, no final das contas, a decisão de respeitar os limites de velocidade, não dirigir sob efeito de álcool ou distraído com o celular, e manter o veículo em boas condições, reside nas mãos do indivíduo. A estatística mostra que, embora a frequência de acidentes possa cair, a letalidade ainda é alta. Isso sugere que os acidentes que acontecem estão sendo mais graves, muitas vezes ligados a comportamentos de alto risco. A precaução individual é o fator decisivo para transformar a redução de ocorrências em redução de fatalidades. Para alcançar um trânsito verdadeiramente seguro, é imperativo que governantes, sociedade e motoristas assumam sua parcela de responsabilidade, transformando a prevenção em um valor inegociável do cotidiano.
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