Avanço em passos lentos
Você vai ler nessa edição que a Prefeitura de Catanduva abriu chamamento público para credenciar pessoas jurídicas interessadas em prestar serviços no Centro Integrado da Criança Autista (Cica), que dará suporte a alunos da Rede Municipal. Se por um lado a notícia mostra que o projeto avança mais uma etapa, por outro ela faz lembrar que tal progresso caminha a passos lentos. Para se ter ideia, apesar de o núcleo ter sido promessa de campanha, a prefeitura só oficializou sua implantação em dezembro de 2024, confirmando o início das atividades para o ano seguinte, o que todo mundo sabe que não ocorreu. O prédio foi alugado por valor exorbitante em abril de 2025 e, de lá pra cá, vem passando por reformas, sem previsão para conclusão. A morosidade chama a atenção, já que as crianças e suas famílias não teriam todo esse tempo para esperar. Felizmente a cidade tem apoio de projetos que preenchem essa lacuna, acolhendo crianças com TEA – Transtorno do Espectro Autista, enquanto o poder público não age. O suporte na área educacional e terapêutica será um grande ganho para essas crianças, mas precisa vir para ontem, sem longas esperas. Aliás, já abordamos essa questão neste espaço. Atualmente a cidade tem vários equipamentos públicos em compasso de espera. Apesar de as construções terem avançado e, aparentemente, até estarem prontas, o funcionamento tarda a começar. É o caso, por exemplo, da Casa Pet, da Casa da Juventude e da piscina do Conjunto Esportivo – que entrou em fase de testes na sexta-feira, depois de anos em reforma. Não dá para esquecer também o posto de saúde do Gabriel Hernandez que, apesar de ter entrado em funcionamento no final do ano passado, não oferece os serviços prometidos, como horário ampliado e pronto atendimento – que é a verdadeira necessidade da população do entorno.
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