Autodefensores em ação
A comunidade da Apae Catanduva se prepara para um momento de exercício democrático: a eleição do casal de Autodefensores para o mandato de 2026 a 2028, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 27. Este processo eleitoral é a materialização do Programa de Autodefensoria, iniciativa que empodera as pessoas com deficiência intelectual e múltipla, permitindo que elas defendam seus próprios direitos e os de seus colegas. O voto, restrito aos próprios alunos com deficiência, é um passo fundamental no desenvolvimento da autonomia e participação social. Os autodefensores eleitos papel vital como líderes e representantes diretos. Sua função transcende a representação simbólica: eles deverão sugerir melhorias no atendimento, propor projetos inovadores e participar ativamente das reuniões da diretoria e do conselho, garantindo que as necessidades reais dos frequentadores sejam ouvidas e implementadas. Este fortalecimento da voz ganha ainda mais relevância diante do recente debate nacional. A polêmica gerada pelo decreto federal, interpretado por muitos como um possível retrocesso que sinalizaria o fim das Apaes em favor de um ensino puramente regular, sublinha a importância de defender a existência e a estrutura dessas instituições. Para muitas crianças e jovens com deficiência intelectual e múltipla, o suporte individualizado, terapêutico e educacional fornecido por entidades como a Apae e o Corujas do Bem, por exemplo, é o que possibilita o desenvolvimento de habilidades essenciais, a inclusão efetiva e, consequentemente, a capacidade de se tornarem autodefensores ativos. A eleição na Apae Catanduva é um ato de resistência e afirmação da necessidade contínua de espaços dedicados ao pleno desenvolvimento de cada aluno.
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