Amparo necessário, porém temporário

Os dados de Catanduva sobre o Bolsa Família em 2025, que mostram redução de R$ 20,4 milhões transferidos e queda no número de famílias beneficiadas (de 2,9 mil para 2,5 mil), refletem dinâmica dupla. Por um lado, a diminuição no número de beneficiários pode ser interpretada como um sinal positivo de que parte das famílias conseguiu alcançar maior estabilidade financeira. Por outro, a redução no volume total de recursos indica desafio persistente para as famílias que permaneceram dependentes do auxílio. Programas de transferência de renda como o Bolsa Família são pilares da assistência social. Eles atuam como um colchão de segurança, garantindo que o direito fundamental à alimentação e à dignidade seja mantido, especialmente para as crianças, cujos interesses de desenvolvimento você tanto prioriza. Em momentos de crise ou para famílias em vulnerabilidade extrema, esse aporte financeiro é vital para evitar a fome e a exclusão social. No entanto, a eficácia de qualquer programa social deve ser medida pela sua capacidade de ser temporário. O objetivo final de uma política pública robusta não deveria ser perpetuar a dependência, mas sim fomentar a autonomia. O ser humano prospera quando tem a oportunidade de contribuir ativamente para sua subsistência e desenvolvimento, e isso se dá primariamente através do trabalho digno e da geração de empregos. A verdadeira alavanca para o desenvolvimento sustentável reside na criação de um ambiente econômico que gere oportunidades reais de emprego e capacitação profissional. O governo deve atuar como facilitador, desburocratizando o empreendedorismo e investindo em infraestrutura que atraia e sustente negócios. Os programas de renda são a mão que ampara a queda, mas a mão que realmente impulsiona para frente é aquela que oferece um emprego. A meta de qualquer gestão deve ser reduzir progressivamente o número de famílias no programa, não por cortes arbitrários, mas porque a economia está gerando empregos formais, permitindo que cada cidadão construa seu próprio caminho.

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Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.