Abdução alienígena de catanduvense

Em 2026, completam-se 30 anos de um dos episódios mais emblemáticos da ufologia brasileira: o suposto caso do ET de Varginha, ocorrido em janeiro de 1996, em Minas Gerais. O episódio, que atravessou décadas entre relatos populares, investigações não oficiais e negativas das autoridades, voltou a ganhar destaque nas mídias, documentários e programas de televisão, reacendendo o interesse do público por possíveis contatos extraterrestres no país. Deixando de lado a comprovação ou não da existência de vida em outros planetas, nossa querida Catanduva também teve um caso interessante relacionado à alienígenas no ano de 1973, envolvendo o Sr. Onílson Pátero.

Onílson Pátero

Sr. Onílson Pátero faleceu em agosto de 2008, aos 75 anos de idade, em sua casa na cidade de Catanduva.

Porém, deixou registrado o caso de abdução que sofreu. Seu caso é considerado, entre os ufólogos, um dos mais intrigantes e contundentes que se tem notícia pela coerência nos muitos depoimentos que ele deu à época, com poucas divergências entre os relatos.

Seus depoimentos foram tão importantes, que Pátero chegou a ser monitorado pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), após o delegado que cuidou do caso enviar ofício ao então chefe do Serviço de Informações, Romeu Tuma, para saber se o catanduvense pertencia a algum departamento de “assuntos espaciais”.

O rapto

A saga do seu Onílson começou naquele que teria tudo para ser mais um na rotina de um vendedor. Ele negociava livros didáticos e viajava muito pelo Estado. Almoçou mais cedo e avisou a mulher, dona Lourdes, que tinha compromisso na cidade de Júlio de Mesquita, aproximadamente 160 quilômetros de Catanduva. Se despediu da mulher, deu um beijo nas filhas Samara e Silvana e partiu. Ninguém imaginava o quanto custaria para que se reencontrassem. 
Já à noite, terminado o trabalho, ele saía de Marília de volta pra casa quando a 15 quilômetros de Guarantã, da janela do Fusca, avistou uma luminosidade azulada correndo paralelamente ao longo dos fios de energia da Cesp. Era, de acordo com ele, um objeto voador não identificado (OVNI). Capturado e levado ao interior da nave, vivenciou experiências registradas tanto em sucessivas entrevistas dadas a pesquisadores quanto em sessões de hipnose regressiva, com acompanhamento de membros da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV) e até da Aeronáutica.

Por quase uma semana a família Pátero ficou sem notícias do vendedor. Seu desaparecimento já tinha sido registrado à polícia. Encontraram o carro no acostamento da estrada, perto da porteira da fazenda Água Santa, não muito distante de Guarantã. No interior do Fusca a mala de seu Onílson, com documentos, cheques e dinheiro: tudo intacto, o que só fez aumentar o mistério e levou a família a pensar no pior.

Enquanto as buscas em solo paulista se mostravam infrutíferas, a imprensa capixaba começava a espalhar a notícia de um homem que havia caído de um disco voador. Encontrado desorientado, sujo e cheio de carrapichos por um fazendeiro local em morro de Colatina, cidade do Espírito Santo a 1,2 mil quilômetros de Catanduva, Pátero só falava frases soltas sobre os momentos que diz ter passado no interior do ovni. 

Depoimento

Anos atrás, um pouco antes de sua morte, Sr. Onílson deixou registrado, mais uma vez, sua experiência a bordo da nave espacial no qual foi abduzido em um jornal da região. A seguir, parte de seus relatos.

“O objeto voador projeta um filete de luz azulado e se aproxima da estrada. O motor do carro morre. A tentativa de dar partida é em vão. O homem tenta uma fuga a pé, tão inútil quanto desesperada. A nave lança uma espécie de esteira, que passa sob os seus pés. Ele é tragado em direção ao objeto e logo se vê em uma sala ovalada, o corpo preso por cintas sobre um assento de encosto alto, as mãos presas por braceletes (...)”.

“No interior da nave, fios em forma de teias e um ‘clone’ (...) As luzes eram esféricas, ora completamente expostas, ora inseridas em tubos. Havia ainda nas paredes de três a quatro pontos luminosos intermitentes, do mesmo modo como se vê numa tela de TV ao ser desligada”.

“(...) fui levado por três seres encapuzados a um dos compartimentos do OVNI, onde fui amarrado com cintas de aço atadas à uma cadeira metálica”.

“Em seguida, ainda preso à cadeira, lembro de estar com um capacete dotado de um pequeno visor. Vi uma série de indivíduos em fila indiana passarem à minha frente. Eles estavam postados ora de frente, ora de lado, mas sempre cobertos por capuzes que se constituíam num prolongamento da própria roupa que vestiam, o que impedia fazer qualquer tipo de descrição detalhada sobre como eram. Lembro apenas que alguns tinham aspectos humanos.” 
O único que não estava oculto pela vestimenta era o último da fila. Um susto enorme para o vendedor. Segundo relato, aquele ser era uma cópia exata dele. Vestia as mesmas roupas que usava quando foi abduzido e até os óculos eram iguais.

O retorno

Um dos últimos episódios de que se lembra, dentro da nave, foi ainda estar com braceletes de aspecto metálico, amarelados e opacos, nos pulsos e nos tornozelos, que não o incomodavam. Depois de ter sido colocado num tipo de urna, parecendo de isopor, embutida no piso e onde havia lugar para todo o corpo se acomodar anatomicamente. 

Não soube precisar por quanto tempo ficou nessa urna, só relatando que ao recobrar a consciência já estava novamente vestido com a sua própria roupa e em outro compartimento mais espaçoso. Depois diz ter sido desembarcado do objeto pela mesma esteira que o capturou no início da experiência. Contou que foi colocado de forma suave sobre o chão. Seu Onílson notou que era noite alta e que estava sobre um morro. Dali ainda observou a partida do estranho objeto. Restava a ele saber onde estava e tentar entender tudo o que havia acontecido. Será que alguém acreditaria em sua história?

Fonte de Pesquisa:

 - Acervo do Centro Cultural e Histórico Padre Albino

 

Foto: Sr. Onílson Pátero, que faleceu em 2008, relatou ter tido experiências dentro de uma nave espacial. “Fui levado por três seres encapuzados a um dos compartimentos do OVNI, onde fui amarrado com cintas de aço atadas à uma cadeira metálica”.

Autor

Thiago Baccanelli
Professor de História e colunista de O Regional.