A realidade do Censo vai bater à porta

O Censo Demográfico chega aos seus últimos dias de coleta e apuração de dados, refinamento e do chamado “controle de qualidade”. O trabalho que deveria ter terminado no ano passado se prolongou, gerou polêmicas pelos números prévios e, mesmo assim, tem gente que ficará para trás – sem constar na contagem populacional. Essas pessoas não percebem que acabam, na somatória dos “moradores fantasmas”, atrapalhando os dados totalizados do município e fazendo com que o crescimento seja inferior à realidade. É bem verdade que o aumento populacional tímido ou mesmo o encolhimento parece ser tendência nacional, mas também é possível constatar que muitas localidades destoam da média e ostentam alta dos indicadores. Umas com aumento que pode ser considerado bem positivo, fruto da chegada de uma grande indústria ou universidade, por exemplo; outras devido ao puro descontrole urbanístico, atraindo muita gente, mas revelando crescimento desordenado, o que em tese ninguém deveria querer. Terminado isso tudo, restará a cada gestor avaliar os números de sua cidade e traçar planos para o futuro, com base nos dados apurados casa a casa, como não se fazia há mais de uma década. Afinal, é essa a importância do Censo e daqueles questionários que as pessoas respondem quanod o agente faz mil perguntas. Não é à toa. É para entender o comportamento das famílias, condições de vida, o que sobra e o que falta, entre outros dados que podem servir como norte para a adoção de políticas públicas. Muitos gestores terão, também, de reorganizar seus caixas devido à temida redução de receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), bem como pelo reflexo causado em outras fontes de renda. Na região, entre algumas outras, são os casos de Catanduva e Palmares Paulista, sendo esta última a mais significativa. Se no passado a cidade cresceu e hoje já não cresce tanto mais, as adequações precisam ser feitas, sem tempo a perder.

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Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.