A próxima fronteira
A primeira revolução industrial foi na Inglaterra, na metade do século 18 e teve como estopim a invenção das máquinas a vapor, utilizadas na produção têxtil de fios e tecidos. Vieram também o torno mecânico, a soldagem e outras máquinas. Isso provocou modificações significativas na sociedade e na economia. As coisas ficaram mais complicadas: mais profissões, mais produtos, as cidades industriais cresceram mais rapidamente, o campo começou a se mecanizar, surgiram as ferrovias que facilitaram a circulação de mercadorias e pessoas. Esta revolução durou uns 100 anos.
A segunda revolução industrial começou na metade do século 19 e foi até a metade do século 20. Teve a eletricidade como aliada. Caracterizou-se pelo invento de máquinas mais sofisticadas para a época: automóveis, o telefone, o televisor, o rádio e o avião. Desta vez, as comunicações foram privilegiadas.
A terceira revolução industrial ou revolução digital, começou após a segunda guerra mundial e foi até o começo dos anos 2000. Foi muito além das transformações industriais e dos meios de produção. A ciência interferiu na produção de forma mais intensa. As vedetes foram o computador, o fax, a engenharia genética e o celular.
A quarta revolução industrial está em andamento e não tem 20 anos. Ela é marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Além das versões mais modernas do que já existia acrescente-se nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras 3D. O que a diferencia da revolução anterior é a velocidade, o alcance e o impacto nos sistemas.
A quinta revolução industrial convive com a anterior. Quase indistinguível. É chamada de sociedade 5.0 e tem como principais características o big data (grandes bancos de dados interligados) e a inteligência artificial que é uma área das ciências da computação cujo objetivo é produzir dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas.
Parece futurista falar nisso. Mas já está em todo lugar. Dou alguns exemplos. Na educação, a figura do professor chamando o aluno pelo nome e este berrando “presente” já tem como alternativa sistemas de reconhecimento facial. Na saúde, programas se adiantam ao médico e interpretam resultados de exames. O Netflix, de acordo com o que você assiste, sugere filmes que você poderia gostar. O mesmo acontece no Facebook e no Google, com anúncios direcionados.
O líder mundial deste movimento é a China, que avança a passos largos em conceitos como cidades inteligentes e computação visual. Não é ficção científica. Já chegou e mudará rápido em direção à próxima revolução: a revolução quântica. Li a respeito. Respirem fundo! Deixará para trás tudo o que conhecemos
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