A justiça seletiva é reacionária?
Diga não à justiça seletiva. Quando declarações consideradas ofensivas vêm de figuras alinhadas ao campo político do PT, PSB e PSOL, muitas lideranças e militantes que costumam defender minorias permanecem em silêncio.
O ministro Gilmar Mendes foi acusado de fazer declarações interpretadas por críticos como homofóbicas, enquanto o ator Lima Duarte também foi alvo de críticas por uma fala considerada racista. Ainda assim, parte dos grupos que se apresentam como defensores da diversidade reagiu de forma tímida ou sequer se manifestou.
Esse silêncio, segundo os críticos, não é recente. Há quem aponte que muitos desses setores também evitaram condenar perseguições históricas contra homossexuais em países como Cuba e Russia. A coerência, portanto, acaba ficando em segundo plano quando a conveniência política fala mais alto.
Nenhum extremismo merece aplauso. Seja de direita ou de esquerda, radicalismos políticos frequentemente se afastam das necessidades reais do povo. Em vez de bravatas, discursos vazios e disputas ideológicas intermináveis, o Brasil precisa de projetos concretos que ampliem a mobilidade social, gerem oportunidades e melhorem a vida da classe trabalhadora e das pessoas mais humildes.
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