A força da iniciativa privada

A reforma da Ala Azul do Hospital Emílio Carlos, viabilizada por doações coordenadas pela AEC e pelos Voluntários do Bem, ilustra de forma eloquente o papel insubstituível que a iniciativa privada e a sociedade civil organizada desempenham no fortalecimento de serviços de interesse comunitário, como a saúde pública mantida 100% pelo SUS. Embora o Estado seja o principal provedor de saúde, sua capacidade de resposta e modernização é frequentemente limitada por restrições orçamentárias e burocráticas. É nesse vácuo que a participação privada se torna vital. Ao mobilizar recursos financeiros e humanos através de doações — como as que já permitiram a reforma de múltiplas alas, superando R$ 4,3 milhões — empresas e cidadãos injetam agilidade e capital onde o processo público pode ser mais lento. A reforma das alas não é apenas uma questão estética; ela se traduz diretamente em um atendimento mais acolhedor e eficiente, melhorando a dignidade do paciente e as condições de trabalho dos profissionais de saúde. Isso reflete um senso de responsabilidade social corporativa que transcende o lucro, focando no bem-estar coletivo. Aliás, a experiência da pandemia de Covid-19 solidificou essa lição. Durante os momentos mais críticos, foram as empresas que custearam novos leitos, forneceram equipamentos e apoiaram a logística hospitalar para atender mais pessoas nos hospitais da Fundação Padre Albino. Essa capacidade de resposta rápida e direcionada da iniciativa privada provou ser um ativo estratégico, complementando os esforços governamentais para salvar vidas. Para Catanduva, essas parcerias demonstram que o progresso não depende apenas da política, mas de um ecossistema engajado. A união de forças é a chave para garantir prosperidade.

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Da Redação
Direto da redação do Jornal O Regional.