À espera de um final feliz
O anúncio feito pela Prefeitura de Catanduva de que há recursos bloqueados pela Justiça suficientes para pagar as rescisões dos funcionários do Hospital Mahatma Gandhi vem como um alívio. A boa nova chegou quando tudo parecia perdido e o sindicato da categoria já falava que esse direito só seria conseguido via ação judicial, a exemplo do que aconteceu com os profissionais que trabalharam para as organizações de saúde anteriores, que deram “calote” em seus colaboradores quando deixaram a cidade. Se tudo se der como dizem os agentes públicos, o desfecho desta vez será diferente. Infelizmente não haverá tempo desses trabalhadores receberem o dinheiro neste final de ano, como seria ideal e justo, para que tivessem período de festas mais prazeroso, apesar de tudo que vivenciaram recentemente. O direito ao trabalhador não é uma concessão, mas sim um pilar inegociável de qualquer sociedade. A espera angustiante por verbas rescisórias, que representam o fruto do trabalho e do tempo dedicado, especialmente em um período sensível como o Natal, expõe a fragilidade de quem depende exclusivamente do salário. A dignidade da pessoa humana passa, necessariamente, pelo cumprimento integral das obrigações trabalhistas. Neste contexto, a recuperação dos valores é um passo crucial, mas a sociedade e os próprios trabalhadores esperam que os agentes públicos tomem as medidas necessárias para evitar que casos como esse se repitam. É imperativo que os mecanismos de fiscalização e planejamento financeiro sejam aprimorados para garantir que a transição ou a gestão de serviços essenciais, como a saúde, não deixe um rastro de insegurança e prejuízo para seus colaboradores. A lição deve ser a da cautela e da transparência, assegurando que o legado deixado seja de estabilidade e respeito, e não de dívidas não honradas. Que a resolução deste impasse sirva como um marco para uma gestão pública mais zelosa com seu capital humano.
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