A escrita como memória

A importância do manuscrito para a nossa memória é algo que pouco de fala.

O que resta quando as páginas se fecham?

A escrita como memória pode ser tanto educativa, quando exercita o cérebro trazendo maior foco e atenção, como emocional, quando relembra fatos que não podem e não podem ser esquecidos.

O manuscrito que não pode ser perdido. Nossa letra tem sentimento, ela se transforma de acordo com nossas emoções. Se estamos ansiosos e indignados nossa letra carrega a urgência, denunciada pela aceleração. Se escrevemos uma carta de amor, a letra transparece a harmonia, a beleza e o desenho que reconhece a calma.

Assinar um texto escrito à mão é assinar com a alma.

O digital não traz marcas do momento, ele apenas tem ritmo e batidas mais fortes e mais fracas que não podem ser percebidas. A escrita mais intimista, desenhada pela caligrafia não é apenas registro, e memória, é ponto de partida de organizar ideias, é o tempo e o exercício que o cérebro precisa para coordenar conteúdo, motricidade, memória e atenção.

Considere ter um caderno de leituras para não perder suas leituras. Não deixe que ao finalizar um romance numa conversa posterior tenha esquecido o nome da protagonista ou o final da trama. ESCREVA!

Considere também ter um diário para o organizar o caos do nosso cotidiano e poder relembrar situações das quais você saiu bem!

Escreva sem críticas e sem precisar ousar em publicá-las, mas para seu crescimento pessoal. Fica a dica!

Daisy Gouveia

Apresentadora, escritora, influenciadora digital

Autor

Colaboradores
Artigos de colaboradores e leitores de O Regional.