A balança de dezembro
Esta terça-feira, 30 de dezembro, nos convida a um ritual essencial: a pesagem do ano que se esvai. Antes que o ponteiro do relógio marque a virada, é nosso dever pessoal colocar os ganhos e as perdas de 2025 em uma balança atenta. Não se trata de um exercício de nostalgia ou de lamentação, mas sim de um ato estratégico de planejamento. Os ganhos — sejam eles profissionais, sociais ou na esfera pessoal — são o alicerce. Eles confirmam as escolhas certas, as sementes que germinaram e as vitórias que nos trouxeram até aqui. Esses resultados positivos devem ser celebrados, mas, principalmente, analisados em seus métodos: o que fizemos de tão eficaz que possa ser replicado em maior escala? Em contrapartida, as perdas — os projetos estagnados, os erros cometidos, as oportunidades não aproveitadas — são o nosso mais valioso material de estudo. Na ótica da responsabilidade cidadã e do crescimento contínuo, a dificuldade não é o fracasso em si, mas a falha em aprender com ele. Cada tropeço é um mapa indicando onde a rota precisa ser corrigida. Ao finalizarmos essa ponderação, a energia renovada para 2026 emerge naturalmente. Projetar nossas missões para o próximo ano não é apenas definir metas; é desenhar um caminho baseado no aprendizado consolidado. Se aproveitamos as vitórias e corrigimos as falhas, a energia que investiremos a partir de janeiro será mais focada, mais potente. Além do balancete individual, essa mesma tarefa deve ser cumprida pelos gestores de empresas e organizações, de forma a avaliar ganhos e perdas coletivas de um ano que está prestes a terminar. Do mesmo modo, no setor público, prefeito e vereadores têm a obrigação de analisar dados e indicadores para constatar avanços ou eventuais retrocessos do município. Vocês estão honrando, de fato, os votos recebidos nas urnas? Que esta terça e quarta-feira sejam dias de serenidade para fechar o ciclo de 2025 com clareza. Que possamos olhar para 2026 não com otimismo cego, mas com a determinação fundamentada na experiência colhida, de modo a termos sabedoria para equilibrar o que foi vivido e construir o que será feito.
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